por Frederico Carvalho | 28 de Novembro 2020

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O Boom do E-Commerce!

Já passou? Está tudo mais calmo? Ufaaa ontem recebi uma quantidade avassaladora de emails com ofertas Black Friday.
Afinal como está o mercado das vendas online?

Os comportamentos de compra do consumidor mudaram perante a incerteza que a pandemia trouxe em 2020.

Quando os governos anunciam restrições de movimento, o ímpeto para as compras de comércio eletrónico aumentam.

A única fonte de rendimento de várias empresas, nacionais e internacionais, são as vendas online, e todos aqueles que não se encontram presentes neste universo digital podem ficar para trás.

A opinião é unânime e a grande maioria das empresas opta pelos dois caminhos: ter loja online e/ou associar-se a outros marketplaces.
O motivo é simples: mais audiência, rentabilização do investimento.

  • Há uma previsão de crescimento entre 40% e 60% do mercado de comércio eletrónico em Portugal, impulsionado pela pandemia. Em 2019, cresceu 20%. (estudo dos CTT mais em baixo).
  • 🔎 Ontem, saíram os resultados de Outubro 2020 das lojas online mais visitadas em Portugal e o site da Worten foi líder com 18% de “share”. Aliexpress, Continente, Fnac, Amazon, KuantoKusta fazem parte do top das preferências dos portugueses de acordo, com a análise do sistema de medição de audiências netAudience. Ler mais >
  • O maior marketplace português, o Dott, tem 1200 retalhistas, cerca de 3 milhões de produtos e mais de 1% dos portugueses já comprou por lá.
  • De acordo com o eMarketer as vendas de e-commerce nos 🇺🇸 EUA vão ter um aumento de 32,4% em 2020. No 🇬🇧 Reino Unido a previsão é de 32,2%.
  • As vendas online do Walmart (EUA) cresceram 79% no terceiro trimestre.
    O Walmart está a reconfigurar os centros de atendimento para atender os pedidos da loja online.
  • A Apple está a converter lojas de retalho em mini-centros de satisfação.
  • A Whole Foods designou algumas localizações urbanas como lojas apenas de recolha das compras online.
  • Algumas empresas nos EUA fizeram alianças de conveniência: A Best Buy e a Instacart fizeram uma parceria para entrega de encomendas em 24h.


Hábitos de consumo nas compras online

🇵🇹 As queixas online aumentam 230% até Novembro.

Os portugueses começaram a fazer mais compras online durante a pandemia e, a acompanhar a tendência, surge também um aumento das queixas relativamente ao consumo através da internet.

Segundo os dados avançados pela Deco ao Diário de Noticias, entre o início do ano e o dia 20 de novembro foram feitas 6571 reclamações.

Ler mais >

  • O estudo dos CTT refere que 56% dos portugueses com acesso à internet fizeram pelo menos uma encomenda na internet durante este ano.
  • A adesão à compra online privilegiou a facilidade e comodidade da compra (64%) preço e promoções (58%).

📖 As principais categorias de artigos adquiridos foram o vestuário e calçado, seguindo-se eletrónica e computadores, higiene e cosmética, livros, entre outros.

🇧🇷 No Brasil, dados da Ebit/Nielsen mostram que as preferências foram diferentes com preferência para Pet Shop, seguido por casa e decoração, bicicletas, alimentos, perfumaria, entre outros.

  • A Amazon triplicou as suas receitas durante uma recessão económica.

A “amazonização” da economia irá alterar a composição das nossas cidades e vilas. O estudo da Accenture faz uma reflexão entre agilidade e data analytics.

À medida que as frentes de loja se desvanecem, em especial o comércio tradicional, as lojas grandes que sobrevivem terão um aspecto diferente. Em média, terão mais espaço dedicado ao comércio electrónico vs. compras presenciais.

Possivelmente, vão existir mais lojas “escuras” (mini-centros de armazenamento) a processar vendas online, juntamente com lojas premium sem caixa cheias de tecnologia (à la Amazon Go).

Apoio para empresas: programa Apoiar para quebras de faturação

O Programa Apoiar engloba duas medidas, destinadas a micro e pequenas empresas dos setores do comércio, serviços, restauração e atividades culturais e turísticas que tenham sofrido quebras de faturação superiores a 25% nos primeiros nove meses do ano face ao período homólogo.

No âmbito desta medida, as microempresas podem receber até 7 500 euros e as pequenas empresas até 40 000 euros, ficando obrigadas a manter os postos de trabalho e a não distribuir lucros ou outros fundos a sócios.

Com início na quarta-feira, registou mais de 10 mil candidaturas até ao momento.

Foi esta semana publicado o aviso n.º 20/SI/2020 com as condições de acesso aos apoios APOIAR.PT e APOIAR RESTAURAÇÃO cuja regulamentação foi publicada na Portaria n.º 271-A/2020, de 24/10.

Ver site do programa Apoiar com detalhes >

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Hoje…

1520 – O navegador português Fernão de Magalhães chega ao oceano Pacífico, naquele que seria a primeira viagem de circum-navegação ao globo entre 1519 até 1522.

1973 – A Fretilin proclama unilateralmente a independência de Timor-Leste.

2000 – A Holanda despenaliza a eutanásia.

2010 – O site WikiLeaks inicia a publicação de centenas de milhares de documentos do Departamento de Estado, com apreciações privadas e diretas de líderes e governos estrangeiros.

2020 – A renovação do estado de emergência e o endurecimento das medidas anticovid, juntamente com o agudizar da crise económica em alguns dos sectores mais afetados pela pandemia, aumenta violência nas ruas.

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Os meus artigos da semana:

Marketing de Influência em Tempos de COVID

O mercado de influenciadores está a aprender a construir um negócio que não depende do dinheiro das marcas. Se os influencers conseguem vender produtos e serviços das marcas, também podem vender os seus, de marca própria.

A digital influencer brasileira Nati Vozza vendeu 60 milhões de euros (210 milhões de reais) para o grupo Soma em roupa.

O mercado de infoprodutores está a crescer e, de acordo com estudo da Hotmart, o número de produtores que criam e vendem e-books, cursos e outros conteúdos teve um crescimento de 167% desde o início da pandemia.

Dados recentes do Twitch mostraram que os top influencers da plataforma têm apenas 16% da sua receita da publicidade com marcas.
80% do negócio vem da venda de assinaturas dos seus canais.

Vi um estudo recente e abrangente sobre Marketing Influência da HypeAuditor com perguntas no contexto de pandemia e achei muito interessante os dados:

O lado influenciador:

  • 66% dos influenciadores relataram sentir uma pressão acrescida para criar conteúdo neste momento.
  • 64% disseram que apareceram mais influenciadores desde que a pandemia começou e criou uma pressão acrescida.

O lado da marca:

  • 69% das agências relataram ter mais influenciadores para escolher desde o surgimento da Covid-19
  • 62% disseram que as vendas aumentaram quando começaram a trabalhar com influenciadores em vez das tradicionais campanhas publicitárias online, com 40% a reportarem melhores resultados de envolvimento.

Um exemplo desse investimento é a Apple.

Seis meses após ter criado o seu perfil na plataforma TikTok, a Apple começou a pagar e a divulgar vários vídeos feitos por diversos influenciadores. O objetivo é simples, despertar o interesse do público e estimular as vendas do smartphone iOS.

Resumindo: Os anunciantes não só têm mais criadores por onde escolher, como também um maior incentivo para explorar o marketing de influência com uma maior utilização dos meios de comunicação social durante a pandemia.

Das várias agências inquiridas nos estudos acima, identificaram que os melhores influenciadores Instagram têm entre 5 000 e 20 000 seguidores.

Também a SocialPubli apresentou um estudo sobre o Marketing de Influência com dados de Portugal. Comece por ler a entrevista >

Há quem afirme que com dinheiro compramos alcance, com influência somos relevantes. Será esse o futuro da comunicação?


Breves..

📌

Nenhuma empresa americana alguma vez contratou tantos trabalhadores tão rapidamente. Sim, a Amazon.(NYT)
Funcionários da Amazon, em 12 países diferentes, estão a protestar e a fazer greve em todo o mundo actualmente.(Vice)

📌

Além do Facebook ter permitido milhares de anúncios ilegais no Reino Unido.( Financial Times), há relatos mundiais de erros na plataforma de anúncios.

Os anunciantes estão preocupados com os investimentos em anúncios e com os erros da plataforma Facebook. O problema é particularmente grave para certas categorias, como retalho, onde os profissionais de marketing estão a investir mais.(WST)